A velhice se revela quando começamos a valorizar o domingo de manhã mais que o sábado à noite.
A velhice se revela quando começamos a valorizar o domingo de manhã mais que o sábado à noite.
Na rua, o grito ecoa, forte, como o vento que
não se cansa,
Excluídos, marginalizados, calados, buscando ter voz,
"Somos nós!" – movimento conjunto de uma sociedade.
A marcha começa, passos firmes, pulsantes, ousados,
Homens, mulheres, crianças, olhos carregados de esperanças desfeitas.
Mas o coração, mesmo cansado, pulsa com razão,
Na luta por dignidade, por espaço, por voz.
As ruas, testemunhas de dias intermináveis,
Veem a dor, mas também o fogo que acende em cada alma.
A dor é imensa, mas a união é o seu oposto,
A força coletiva que rompe os grilhões da desigualdade.
Somos um só povo, todos sob o mesmo céu,
Buscando a luz que não se apaga, que nunca se esconde.
Direitos negados, vozes silenciadas,
Mas a revolução brota, silenciosa, de lugares e rostos inesperados.
Vem do movimento da sociedade excluída,
Que a história revela como alicerce de todas as sociedades.
Pois os que foram deixados para trás agora se levantam,
Com os pés firmes, e a certeza de que a luta nunca será em vão.
E ao final, na alvorada de um novo tempo,
Veremos que a verdadeira mudança começa onde o povo se encontra,
Na força do coletivo, na potência da união.
Busquei a
perfeição em cada gesto,
Mas vi que ela não se encontra em um só.
Nem mesmo o divino, em seu vasto universo,
Mostra um rosto único, um caminho só.
A
perfeição é a dança das formas,
Em mil faces, mil cores a brilhar,
Não está no todo imutável,
Mas no caos, na arte de se transformar.
E no fim,
percebi, em um sussurro profundo,
Existe
a beleza, o ser em evolução.
Não
somos seres feitos, mas em construção,
Na aceitação do eterno movimento da criação.
Somos produtos consumidos nas ruas.
Escolhidos nas prateleiras das redes.
Objetos de desejo daqueles que criam desejos em nós.
Usados para criar, usados para reproduzir.
Mercadorias, como qualquer outra.
Pagamos mais pela nossa própria produção.
E no final, somos descartados.